Então… relações abertas. Talvez já tenha pensado no assunto, talvez o seu parceiro ou a sua parceira o tenha mencionado, ou talvez esteja apenas curioso (e um pouco confuso) sobre o que isso realmente significa. Justo. A internet tem muitas opiniões — desde “as relações abertas são o futuro” até “isso é caminho certo para partir o coração”.
Como alguém que escreve sobre sexo e relacionamentos — e que não está aqui para julgar ninguém — vou explicar da forma mais clara (e sem constrangimentos) possível. O que é uma relação aberta? Como funciona na prática? E será algo que consegue gerir sem um colapso emocional? Vamos descobrir.
O que é uma relação aberta?
Na essência, uma relação aberta é um acordo não monogâmico entre duas pessoas que continuam numa relação, mas não necessariamente exclusivas do ponto de vista sexual (e, por vezes, também romântico).
Continuam a ser um casal. Continuam a importar-se um com o outro. Mas concordaram que sexo — ou intimidade — com outras pessoas não está fora de questão. Existem muitas variações, e algumas pessoas optam pelo poliamor (em que existem várias relações em simultâneo), mas uma relação aberta costuma resumir-se a: estamos juntos, mas podemos dormir com outras pessoas.
Não se trata de trair, esconder ou desligar-se emocionalmente. Na verdade, relações abertas bem-sucedidas tendem a exigir mais honestidade e comunicação — não menos.
Como funciona uma relação aberta?
Bem… depende.
Não há um modelo único. Para alguns casais, significa sexo a três ou encontros em conjunto. Para outros, cada parceiro pode viver experiências separadas, com ou sem partilha de pormenores depois. Alguns mantêm a coisa casual (apenas aventuras de uma noite), enquanto outros aceitam ligações repetidas — desde que tudo seja transparente.
A palavra-chave aqui é acordo. Isto só funciona se ambas as pessoas souberem claramente quais são os limites — e se sentirem à vontade para dizer quando algo não está a correr bem.
Regras comuns em relações abertas
As regras não são o inimigo aqui! São o que impede que tudo descambe.
A maior parte dos casais em relações abertas define orientações semelhantes a estas:
- Não dormir com amigos em comum.
- Usar proteção, sempre.
- Não pernoitar.
- Ser honesto sobre os encontros — mas dispensar os detalhes gráficos.
- Só envolvermo-nos com outras pessoas quando não estamos a discutir. (A sério, esta faz diferença.)
E estas regras não são sobre controlo — são sobre clareza. Não é a parte mais sexy, mas é necessária. Não jogaria um jogo de tabuleiro sem ler as regras antes, certo? O princípio é o mesmo. (Só que aqui as apostas são um pouco mais altas do que no Monopólio.)
Benefícios das relações abertas
Quando bem geridas, as relações abertas podem ser libertadoras. Podem reduzir a pressão para que um dos parceiros seja “tudo” para o outro. Podem reacender a excitação, fomentar conversas mais honestas e, em alguns casos, até aproximar mais o casal.
Algumas pessoas dizem que ser aberto as ajudou a deixar de dar o parceiro por adquirido. Outras referem que as obrigou a enfrentar o ciúme — e a compreendê-lo — em vez de o deixarem crescer em silêncio. E se, por natureza, não é monogâmico ou não se revê na exclusividade sexual? Esta dinâmica pode saber a ar fresco.
E não vamos ignorar o óbvio: sim, pode ser excitante. Para alguns, saber que o seu parceiro é desejado por outras pessoas é um estímulo, não uma ameaça.
Desafios a ter em conta
Não vamos fingir que é fácil. Relações abertas dão trabalho. As minas emocionais incluem ciúme, insegurança, falhas de comunicação e expectativas desalinhadas. Um dos parceiros pode acabar por ter mais “ação” do que o outro. Ou envolver-se emocionalmente. Ou quebrar regras porque os limites nunca ficaram muito claros.
E se é você quem está a pedir para abrir a relação, certifique-se de que o faz pelas razões certas. Se o motivo é não saber como comunicar desejos sexuais de forma eficaz com o seu parceiro atual, o que o leva a acreditar que será diferente com outra pessoa?
Dicas para fazer uma relação aberto resultar
Comece devagar. Não entre nisto a pensar que será sem esforço ou apenas físico. Defina limites claros. Revise-os regularmente. E vá fazendo avaliações consigo próprio, não apenas com o seu parceiro. Isto continua a funcionar para si?
Seja honesto quanto às suas emoções. Sentir ciúmes não significa fracasso. Significa que é humano. O objetivo não é eliminar sentimentos — é compreendê-los, falar sobre eles e ajustar o que for preciso.
E, por fim, mantenham a vossa ligação enquanto casal forte. Quanto melhor for a base, menos provável é que tudo abale quando entram novas dinâmicas.
Ah, e se quer sentir-se mais confiante em qualquer tipo de encontro sexual — a sós, a dois ou mais aventureiro — talvez seja altura de ver os resultados com bomba peniana em que pode confiar. A confiança nem sempre vem do estado da relação. Às vezes, vem de acreditar em si.
Considerações finais
Uma relação aberta não é a via rápida para fugir ao tédio. Não é um atalho para melhor sexo, nem uma solução para problemas emocionais profundos. Mas quando assenta em confiança, honestidade e entusiasmo mútuo? Pode, sim, resultar.
Lembre-se apenas: não é para toda a gente. E está tudo bem.
Quer esteja só curioso, a ponderar a ideia ou já a tentar navegar pelos prós e contras (literalmente), o mais importante é uma comunicação aberta. O resto faz-se de tentativa, erro e mantendo-se fiel ao que é realmente certo para ambos.









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