Prince Alberts, anéis penianos, barras na glande, piercings no pénis — chame-lhes o que quiser, a maioria das mulheres prefere evitá-los. Mesmo quem se considera alternativa ou aventureira raramente vê vantagem. Supostamente, podem intensificar os orgasmos do ponto G. Mas, como apenas 75% das mulheres experimentam este tipo de orgasmo, pode acabar com muito espetáculo e pouco público.
Se pensa fazê-lo pela sua autoconfiança, e não tanto pelo desempenho sexual, há vários pontos a ponderar. Prender na roupa, infeções, limpeza constante e ficar com a zona marcada de forma permanente são apenas algumas razões pelas quais a insegurança pode aumentar.
Piercings no pénis não garantem uma vida sexual melhor
Existe um mito persistente de que colocar uma peça de metal nos genitais o transforma, de imediato, num amante excecional. Na prática, não é assim. Para ser um bom parceiro, é fundamental saber comunicar, responder aos sinais da sua parceira e ter confiança e conhecimento sobre posições sexuais e anatomia feminina.
Se não se considera já um parceiro experiente, um piercing no pénis pode piorar a situação. Ter mais um “acessório” para aprender a dominar pode complicar tudo e deixá-lo menos confiante do que antes.
Pode afastar a mulher dos seus sonhos
É razoável dizer que a maioria das mulheres não se entusiasma com piercings no corpo masculino — sejam nas orelhas ou nos genitais. Para muitas, simplesmente não é algo atraente. Se espera uma reação de admiração ao revelar um piercing íntimo, pode ficar desiludido ao ouvir expressões de receio ou desagrado.
Quer receiem que a peça se desenrosque no interior, a fricção desconfortável contra a parede vaginal, o inchaço após o sexo ou simplesmente o receio de que acumule germes, há muitos motivos para não quererem aproximar-se de um.

Os cuidados após o piercing são exigentes e podem sair caros
É provável que aguente o procedimento em si, mas poucos pensam no quão exigente é a fase de cuidados. Sem falar no risco de ficar preso no fecho das calças, agarrar-se à toalha de banho ou ser apertado entre as pernas na cama. Sempre que urinar, terá de limpar muito bem — além de várias outras vezes ao dia. Se vive com a ideia de que a urina é estéril, pense outra vez. O risco de infeção com este piercing é muito elevado.
A cicatrização pode demorar muito tempo
Durante pelo menos um mês após fazer o piercing, não pode ter relações sexuais e os médicos recomendam que também não masturbe. Sejamos honestos: para muitos, isso é difícil. Se quebrar as regras, aumenta o risco de infeção e o processo de cicatrização pode demorar ainda mais. Estima‑se que sejam necessários cerca de seis meses para estar completamente cicatrizado e sem dor, mas, como em todos os piercings, pode demorar até um ano.

As cicatrizes são inevitáveis
Se mudar de ideias e quiser retirar o piercing — seja pouco depois de o colocar ou anos mais tarde — ficará com cicatrizes visíveis na zona genital. Se a sua parceira não gostar do aspeto do piercing, também pode sentir-se desconfortável com um orifício ou marcas, e é provável que o próprio não aprecie ver uma ereção com uma marca evidente.
É um procedimento arriscado
Neste procedimento, não está apenas a arriscar ferir o orgulho — pode também vir a desenvolver alguns problemas de saúde pouco agradáveis, como:
- Dor intensa (comparada por alguns a um pontapé nos testículos, mas ainda pior)
- Risco de infeção
- Sangramento prolongado
- Reação alérgica
- Lesões nos genitais da parceira durante o sexo
- Infeções do trato urinário
- Rejeição do piercing pelos tecidos
- Maior risco de infeções sexualmente transmissíveis
Um piercing no pénis não é tudo aquilo que parece. Se tem idealizado os seus benefícios, pondere os riscos e a realidade do que realmente implica.









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