O cancro testicular desenvolve-se nos testículos (por vezes chamados coloquialmente de “bolas”). Os testículos fazem parte do aparelho reprodutor masculino e têm como função produzir testosterona e espermatozoides, além de armazenar o esperma. O cancro testicular é mais comum em homens com menos de 35 anos, com aproximadamente 2.400 diagnósticos por ano no Reino Unido.
Os testículos são constituídos por vários tipos de células e o tipo de cancro testicular depende frequentemente da célula onde a doença tem origem. O tipo mais comum começa nas células germinativas, responsáveis pela produção de espermatozoides. Os dois principais tipos de cancro que se originam nas células germinativas são o Seminoma e o Teratoma. O Seminoma é um dos tipos de cancro com melhor prognóstico, com uma taxa de sucesso de 95% se detetado precocemente. O Teratoma, por sua vez, é uma forma mais agressiva e é fundamental que seja identificado o mais cedo possível.

Causas do cancro testicular
A causa do cancro testicular ainda não é conhecida. No entanto, existem vários fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de desenvolvimento. É importante lembrar que, mesmo que apresente alguns destes fatores, o risco global continua a ser reduzido.
Os riscos incluem:
Testículos não descidos que não foram corrigidos são um dos fatores de risco mais relevantes. Normalmente, os testículos descem durante o primeiro ano de vida; algumas pessoas podem necessitar de ajuda adicional nesse processo. Se a descida ocorrer mais tarde ou se for necessária cirurgia, falamos em testículos não descidos. Na maioria dos homens, esta situação está corrigida na puberdade. O risco é maior quando o problema não foi corrigido, ou quando a cirurgia não foi realizada entre os 11 e os 13 anos.
Homens com problemas de fertilidade têm um risco aumentado de cancro testicular. Há pouca informação conclusiva sobre o motivo, mas os especialistas acreditam que o cancro testicular e os problemas de fertilidade partilham muitos dos mesmos fatores de risco. Os problemas podem incluir baixa contagem de espermatozoides, baixa motilidade ou espermatozoides anormais. Por vezes, os exames de fertilidade detetam células anormais nos testículos ou pequenos depósitos de cálcio, que, se não forem tratados, podem evoluir para cancro testicular. Quando existem células anormais, o tratamento pode implicar a remoção do testículo para prevenir o desenvolvimento de cancro.

Homens com antecedentes familiares de cancro testicular, ou que já tiveram cancro testicular anteriormente, apresentam um risco aumentado. Se estes fatores estiverem presentes, é essencial comparecer a todas as consultas de seguimento.
Quem nasce com uma anomalia do pénis e da uretra chamada hipospádias, ou com hérnia inguinal (um abaulamento na virilha causado pela protrusão de parte do intestino através de uma fraqueza da parede abdominal), tem um risco mais elevado de desenvolver cancro testicular.
Homens com diagnóstico de VIH ou SIDA também apresentam risco aumentado. Além disso, a etnia influencia o risco: por exemplo, no Reino Unido, os homens brancos são mais propensos a desenvolver cancro testicular do que outros grupos étnicos.
Homens mais altos do que a média e gémeos do sexo masculino também têm um risco acrescido.
Ainda assim, lembre-se: o cancro testicular é pouco frequente. Mesmo com estes fatores, o risco global continua baixo — apenas é importante manter-se atento.
Sintomas de cancro testicular
Os sintomas podem variar e é importante notar que nem sempre surgem em conjunto. Ter um ou mais destes sinais não significa que tenha cancro testicular, mas é sensato consultar o seu médico de família para esclarecer.
• Nódulo ou inchaço no testículo — podem ser muito pequenos.
• Sensação de peso no escroto
• Dor aguda ou desconforto no testículo
• Aumento da firmeza ou alteração na consistência do testículo
• Diferenças notórias entre os dois testículos
• Aumento das mamas (ginecomastia) devido a desequilíbrio hormonal

Como fazer o autoexame dos testículos
A partir dos 15 anos, faça um autoexame testicular pelo menos uma vez por mês.
O melhor momento é após um banho ou duche morno.
1. Habitue-se ao tamanho, forma e firmeza dos seus testículos, palpando-os regularmente.
2. Defina um lembrete mensal no calendário para fazer o autoexame.
3. Tome um banho ou duche morno — ajuda os testículos a descerem e relaxarem.
4. Coloque um testículo na palma da mão e role-o suavemente entre o polegar e o indicador.
5. Os testículos devem ser macios, mas firmes, um pouco como um ovo cozido.
6. Procure algo que fuja ao seu habitual, como nódulos ou alterações na textura (por exemplo, maior firmeza).
7. Geralmente, os nódulos não doem. Se sentir dor ou peso, isso também deve ser avaliado.
8. Não entre em pânico!

Se encontrar um nódulo num testículo
Se detetar algo invulgar ou notar sintomas, tente manter a calma — o cancro testicular é raro e, muitas vezes, os problemas testiculares não são cancro. Ainda assim, é muito importante consultar o seu médico de família o mais rapidamente possível, para obter o aconselhamento e tratamento adequados. Se sentir algum embaraço, não se preocupe: o seu médico já realizou centenas destes exames.
Recursos sobre cancro testicular
Se precisar de mais informação, ou quiser receber um lembrete mensal para fazer o autoexame, a app Oddballs — a primeira aplicação do Reino Unido dedicada ao cancro testicular, criada pela Oddballs Foundation — envia lembretes regulares e inclui instruções passo a passo para o autoexame correto, além de muita informação útil sobre o tema. A app está disponível para iOS e Android, sendo muito fácil de descarregar!









Share:
Masturbação feminina: guia prático para mulheres
4 factos surpreendentes sobre sexo que deve mesmo conhecer