Se cresceu como homem, provavelmente já ouviu a expressão “blue balls” inúmeras vezes.

Se não, talvez a tenha ouvido menos — mas ainda assim mais do que imagina. É o termo usado para descrever a dor ou desconforto que pode surgir durante a excitação sexual, e que por vezes permanece se não houver orgasmo.

“Blue balls” é, na verdade, um termo associado a uma condição reconhecida, conhecida como hipertensão epididimária (EH).

Homens que passaram por isto relatam dores semelhantes a uma distensão muscular na base do pénis, por vezes acompanhadas de uma coloração ligeiramente azulada nos testículos.

Não deve, por isso, ter receio de iniciar a intimidade apenas porque não tem a certeza de que terminará em satisfação para ambos.

Embora “blue balls” seja real, não deixa efeitos duradouros e existem formas simples de aliviar — com ou sem a ajuda de um parceiro.

Consequências do “blue balls”

Felizmente, o “blue balls” não causa danos a longo prazo.

A dor e o desconforto costumam aliviar em minutos ou horas — por vezes mais depressa, se ajudar o corpo a aliviar.

Depois disso, tudo volta ao normal e fica pronto a seguir em frente, com tudo no seu estado habitual.

O essencial a reter é que não é duradouro e está relacionado com hipertensão local. Mas o que causa essa hipertensão?

O que é a hipertensão epididimária

Para começar, importa perceber melhor como e porquê ocorrem as ereções, já que são uma parte central do “blue balls”.

Quando existe excitação, o sangue aflui ao pénis e à zona envolvente, incluindo os testículos. É isso que permite a ereção.

Com o orgasmo/ejaculação, o sangue volta a circular para o resto do corpo. Sem esse desfecho, o sangue pode permanecer acumulado na área, originando a dor e o desconforto sentidos.

Porque ouve tanto falar de “blue balls”

O termo popular existe desde a década de 1910 e foi usado tanto para situações de frustração sexual como, noutra aceção já em desuso, para gonorreia.

Hoje, a definição que prevalece é a que descreve o desconforto associado à excitação sem orgasmo.

Mesmo sendo gíria, é importante lembrar que o “blue balls” descreve uma situação que pode afetar homens e mulheres e tem enquadramento e opções de alívio.

Este termo nunca — NUNCA — deve ser usado como desculpa para pressionar alguém a ter relações sexuais.

Infelizmente, essa é uma das razões pelas quais o termo se tornou tão conhecido.

Filmes e séries usam muitas vezes a expressão para culpabilizar quem recusa um avanço sexual, muitas vezes apenas para efeitos cómicos.

Lembre-se: só um “sim” claro a um pedido direto constitui consentimento.

take your sexual health & performance to the next level–>

Há sempre uma solução

Como o “blue balls” surge e alivia rapidamente, não existe tratamento médico específico nem é preciso ir ao médico apenas por este motivo.

Como a causa mais comum é não chegar ao clímax, a solução mais comum é simplesmente atingir o orgasmo.

E nem precisa de parceiro — ideal quando houve uma recusa ou uma interrupção e ficou com a excitação por resolver.

Se não for possível aliviar através do orgasmo, a alternativa é reduzir ao máximo os estímulos sexuais.

Experimente ver uma série ou jogar um videojogo sem conteúdo sexual, tomar um duche frio ou aplicar gelo na zona e, por fim, fazer exercício para redirecionar o fluxo sanguíneo e distrair a mente.

Preciso de falar com o médico sobre “blue balls”?

Regra geral, o “blue balls” não é motivo de preocupação médica, mas dores e incómodos persistentes de natureza semelhante podem ser mais sérios.

Se os sintomas continuarem horas ou dias após a ejaculação, contacte o seu médico para avaliar a área e despistar outros problemas.

No fim de contas, lembre-se: o “blue balls” é real, mas não é uma condição grave.

Se isto lhe acontece com frequência, experimente os métodos acima para descobrir o que resulta melhor para si e atue logo que surja — sempre num espaço privado.

Últimos artigos

Ver tudo

Porn-Induced Erectile Dysfunction: What It Is and What Helps

Porn-Induced Erectile Dysfunction: What It Is and What Helps

If you’ve started to notice that your erections are far more reliable with porn than with a partner, it could be a sign of porn-induced erectile dysfunction (PIED). In this guide, we explain what PIED is, what the current research...

Ler mais

Heat Exposure and Sperm: Saunas, Hot Baths and Male Fertility

Heat Exposure and Sperm: Saunas, Hot Baths and Male Fertility

A hot bath after a long day, a sauna session at the gym, or an entire Sunday with a laptop balanced on your knees: none of it feels like it should have anything to do with your fertility. And yet,...

Ler mais

Friction Burn and Chafing on the Penis: Causes and Prevention

Friction Burn and Chafing on the Penis: Causes and Prevention

A sore, red patch of skin on the penis is easy to notice and easy to overthink. Most of the time, it's nothing more than friction burn or chafing, one of the most common minor skin complaints a penis can...

Ler mais

The Science Behind Bathmate: How It Actually Works

A ciência por trás da Bathmate: como funciona na prática

Este artigo explica os princípios científicos por detrás das bombas penianas Bathmate, da hidroterapia à circulação sanguínea e às respostas biológicas que levam a ganhos temporários e a longo prazo.…

Ler mais

Do Penis Pumps Work, and How Does a Hydropump Actually Work?

Do Penis Pumps Work, and How Does a Hydropump Actually Work?

Whether penis pumps work or not is commonly debated. Some men swear by them. Others assume they're a gimmick. Some are just confused about what they even do. This guide looks at what the evidence actually shows and explains exactly...

Ler mais

6 Inch Penis, How Common It Is And How It Compares

6 Inch Penis, How Common It Is And How It Compares

A 6-inch erect penis is above average. Measurement studies put the average erect length at about 5.1 to 5.2 inches, which places six inches in roughly the top 10 to 15% of men, common enough to be unremarkable, and clearly...

Ler mais