Quando falamos de relacionamentos, ouvimos muitas vezes falar de compatibilidade emocional, valores partilhados e interesses em comum. E a compatibilidade sexual?
Embora às vezes pareça politicamente incorreto abordar o tema, a satisfação sexual tem sido um indicador fiável da satisfação global na relação. Então, até que ponto a compatibilidade sexual importa, como a avaliar e o que pode fazer quando a faísca simplesmente não existe — mesmo quando a sua cara-metade tem tudo o resto? Vamos ver mais de perto.
O que é a compatibilidade sexual?
De forma geral, a compatibilidade sexual não é muito diferente da compatibilidade numa relação: trata-se de como os seus desejos, preferências e expectativas se alinham com as do seu parceiro.
Mas atenção — não significa que tenham de ser gémeos na cama. Aliás, serem demasiado parecidos pode até ser um problema: se ambos gostam de ser dominantes, isso pode gerar conflito ou insatisfação. A compatibilidade sexual é, sim, a capacidade de encontrarem um equilíbrio harmonioso que permita a ambos atingirem prazer com regularidade. Como merecem!
Quão importante é a compatibilidade sexual?
Então, é mesmo assim tão importante? A resposta curta é: sim, é. Como referimos no início deste artigo, a satisfação sexual é um marcador-chave de uma relação saudável, enquanto relações com baixa satisfação sexual têm maior probabilidade de terminar em divórcio.
Claro que não é o único fator numa relação bem-sucedida. Mas tem peso: a compatibilidade sexual pode influenciar tudo, desde a intimidade emocional até à autoestima.
Isto explica-se de forma simples: quando é sexualmente compatível com o seu parceiro, cria-se um ciclo positivo. Sente-se mais ligação, o que melhora a comunicação e, por sua vez, torna o sexo mais frequente e mais agradável.
Por outro lado, a incompatibilidade sexual pode levar a frustração, ressentimento e quebra de comunicação. Alguns casais até experienciam problemas de ereção durante o sexo devido à ansiedade associada à incompatibilidade, ou ao stress de tentar satisfazer um parceiro cujas necessidades são diametralmente diferentes.
Como avaliar a compatibilidade sexual
Então, como pode avaliar a compatibilidade sexual na sua própria relação?
Comunicação aberta
Comecemos pela grande palavra com C: comunicação. Conseguem falar livremente sobre desejos, fantasias e limites? Sente-se à vontade para dizer o que gosta e o que não gosta no quarto? Se não passa no teste da comunicação, é geralmente um sinal de alerta.
Satisfação mútua
De seguida, estão ambos, de forma geral, satisfeitos com a vossa vida sexual? Existe alguma disparidade nos orgasmos? Sente que as suas necessidades estão a ser atendidas?
Por falar nisso, satisfação sexual não significa que todos os encontros tenham de ser os melhores da sua vida. No geral, deve sentir-se realizado com o que acontece no quarto. Ou na cozinha. Or no duche.
Vontade de experimentar
Um aspeto-chave da compatibilidade sexual é a abertura à experimentação. Estão ambos recetivos a tentar coisas novas? Ou um de vocês pede sempre mais enquanto o outro resiste?
Todos sabemos como é desagradável partilhar uma fantasia e vê-la ser recusada de imediato — ou, pior ainda, julgada. O seu parceiro não tem de alinhar em todas as fantasias que já teve, mas a dimensão sexual da relação deve ser um espaço sem julgamentos.
O que fazer se houver incompatibilidade sexual
Se avaliou a vossa compatibilidade sexual e sente que falta algo, não entre em pânico. A compatibilidade sexual não é fixa; pode ser trabalhada com esforço, experimentação, confiança e compreensão:
Melhore a comunicação
Comece por falar! Conversas abertas e honestas sobre necessidades e desejos — idealmente com algum humor para aliviar o ambiente — ajudam a criar um espaço seguro onde ambos se podem exprimir sem receio de julgamento.
Procure ajuda profissional
Por vezes, pode ser útil uma ajuda extra. Se falar sobre sexo é difícil — mesmo quando o resto da relação corre bem — um terapeuta sexual ou conselheiro de casais pode ajudar a perceber de onde vêm os desafios.
Expanda o vosso repertório sexual
Como dizia a Samantha em Sex and the City: “Sou trysexual. Experimento tudo pelo menos uma vez.”
Não tenham receio de experimentar em conjunto e explorar diferentes dinâmicas. Isto pode passar por novas posições, talvez introduzir alguns brinquedos sexuais masculinos com estilo, ou até usar a nossa bomba peniana mais vendida nos EUA. O role play também pode ser divertido: vestir personagens ajuda-o a desapegar-se um pouco de si próprio e a projetar fantasias numa figura ficcional, permitindo-lhe soltar-se mais do que o habitual. O essencial é manter a mente aberta e o sentido de diversão.
Foque-se na intimidade emocional
Por fim, lembre-se: ótimo sexo não é só técnica. Trabalhar a intimidade emocional fora do quarto pode trazer melhorias na vossa vida sexual.









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